O recém-criado Imposto Seletivo, popularmente conhecido como imposto do pecado, tem projeção oficial de arrecadar R$ 41,9 bilhões no ano de 2027. A estimativa consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual enviado pelo governo ao Congresso Nacional nesta segunda-feira.
Essa nova cobrança incidirá sobre mercadorias e práticas consideradas danosas à saúde pública ou à natureza. A lista abrange cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes e automóveis poluentes.
Também entram na mira a extração de minerais, loterias e as apostas esportivas conhecidas como bets. A implementação da medida ainda depende de aval do Legislativo por meio de leis complementares.
Regras e setores taxados
A relação completa de itens sujeitos ao tributo contempla:
• Cigarros e derivados do tabaco;
• Bebidas alcoólicas em geral;
• Refrigerantes e bebidas açucaradas;
• Veículos conforme o nível de emissão de poluentes;
• Extração mineral;
• Loterias e apostas;
• Plataformas de apostas online.
Segundo a equipe econômica, a prioridade inicial é manter uma carga tributária equivalente à atual durante a transição. Em momento posterior, as alíquotas poderão subir para desestimular o consumo.
Impactos na saúde pública
O governo justifica a taxação com base nos gastos gerados por esses produtos para o sistema público. Dados da Fiocruz indicam que o álcool gerou bilhões em despesas assistenciais.
No caso do tabagismo, o impacto financeiro anual estimado ultrapassa a marca de R$ 150 bilhões, considerando custos médicos diretos e perdas produtivas na economia.
Reação do mercado
Empresários dos setores afetados argumentam que a carga tributária brasileira já é elevada. Eles apontam riscos de inflação nos preços e crescimento do mercado clandestino.
Por sua vez, a gestão federal reforça que o tributo possui caráter regulatório. A meta é equilibrar as contas públicas e promover melhorias na qualidade de vida da população.

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