A transição energética ganha força no país com os debates em torno da regulamentação da Lei do Combustível do Futuro. Representantes do governo e do setor produtivo se reuniram nesta quarta-feira (2), na Câmara dos Deputados, para analisar os avanços e os principais desafios da legislação.
A normativa estabelece diretrizes para ampliar a mistura de etanol à gasolina e de biodiesel ao diesel. Além disso, fomenta o uso de biometano, diesel verde e combustível sustentável de aviação.
Essas alternativas são essenciais para substituir gradualmente os combustíveis fósseis tradicionais. Especialistas apontam que a medida traz mais segurança para a matriz energética nacional.
Estudos indicam que o setor atrai cerca de R$ 200 bilhões em investimentos planejados ou já aplicados. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, celebrou projetos recentes no setor de biorrefino.
O evento foi promovido pela Comissão Especial sobre Transição Energética. O colegiado é coordenado pelo deputado Arnaldo Jardim, que atuou como relator da proposta original na Casa.
Para o parlamentar, o cenário geopolítico global torna a pauta ainda mais urgente. Crises internacionais recentes pressionam a cotação internacional dos recursos fósseis.
O diretor-geral da ANP, Artur Watt Neto, destacou a importância de novas regras de fiscalização. Ele defendeu o uso de dados fiscais para combater fraudes no mercado de combustíveis.
O setor privado também projeta um crescimento expressivo para os próximos anos. A produção nacional de biocombustíveis fortalece a agroindústria e reduz a dependência externa por tecnologias estrangeiras.
