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Sábado, 05 de Setembro 2026
Política

Ferramentas tecnológicas reforçam combate à violência contra a mulher

Plataformas digitais e assistentes virtuais garantem atendimento 24 horas e aceleram pedidos de medidas protetivas de urgência no país.

Redação
Por Redação
Ferramentas tecnológicas reforçam combate à violência contra a mulher
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
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Ferramentas tecnológicas têm se consolidado como aliadas no combate à violência contra a mulher no Brasil, permitindo denúncias e pedidos de socorro a qualquer hora. Durante audiência pública na Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher, realizada na quarta-feira (2), especialistas e parlamentares destacaram a eficácia de assistentes virtuais e sistemas digitais para agilizar o atendimento de vítimas.

A defensora pública-geral de São Paulo, Luciana Armiliato de Carvalho, apresentou os resultados da assistente virtual Júlia. Criada em 2020, a ferramenta auxiliou cerca de 36 mil mulheres em casos de violência doméstica até hoje. Entre 2023 e 2025, os pedidos de medida protetiva via inteligência artificial cresceram 15% no estado.

De acordo com a defensora, 23% dos atendimentos da Defensoria Pública paulista ocorrem fora do expediente convencional, sendo 11% aos finais de semana. Essa disponibilidade contínua é fundamental, pois os momentos de crise raramente coincidem com o horário comercial das instituições tradicionais de proteção.

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Avanço nas delegacias virtuais e projetos sociais

Na mesma audiência, Jamila Jorge Ferrari, coordenadora da Delegacia de Defesa da Mulher On-line de São Paulo, revelou que 26% dos boletins de ocorrência do setor já são digitais. O sistema envia a solicitação de medida protetiva instantaneamente ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para análise rápida do juiz.

Outra iniciativa de impacto apresentada foi a Maria da Penha Virtual, desenvolvida por estudantes de direito no Rio de Janeiro. Segundo Rafael Wanderley, diretor do projeto Direito Ágil, a plataforma gratuita já prestou assistência a mais de 16 mil mulheres em situação de vulnerabilidade.

Proposta de integração e eventos no Congresso

Para aprimorar a rede de apoio, Luciana de Carvalho defendeu a criação de uma base nacional unificada de registros. A integração tecnológica entre os diferentes órgãos públicos e entidades civis evitaria a repetição de relatos e tornaria o acolhimento das vítimas significativamente mais ágil e eficiente.

A deputada Luizianne Lins (Rede-CE) propôs a realização de um seminário no Congresso Nacional focado em inovações tecnológicas de proteção feminina. O evento deve compor a programação dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, reforçando que as telas devem somar, e não substituir, o atendimento presencial.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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