Aguarde, carregando...

Domingo, 06 de Setembro 2026
Política

CCJ do Senado vota PEC da Segurança na próxima quarta-feira

Proposta endurece regras contra facções e cria novo pacto federativo para integrar a atuação policial entre União, estados e municípios.

Redação
Por Redação
CCJ do Senado vota PEC da Segurança na próxima quarta-feira
© Carlos Moura/Agência Senado
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A PEC da Segurança entrou oficialmente na pauta de votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, com reunião agendada para a próxima quarta-feira (2). A confirmação foi feita pela equipe do presidente do colegiado, o senador Otto Alencar (PSD-BA), visando reestruturar as ações contra o crime organizado no país.

O relatório da matéria foi apresentado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), que manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados. A decisão de não alterar o conteúdo original busca dar agilidade ao processo, impedindo que a Proposta de Emenda à Constituição 18 de 2025 precise retornar para uma nova apreciação dos deputados.

Integração constitucional e ações contra facções

De autoria do Executivo, o projeto estabelece uma reforma profunda na política criminal, nas atividades de inteligência, no sistema penitenciário e no financiamento da área. Conforme o parecer, a descentralização histórica permitiu a expansão territorial de facções nascidas nos presídios, tornando a questão um problema de nível nacional e internacional.

Publicidade

Leia Também:

A medida prevê a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) no artigo 144 da Constituição Federal. Dessa forma, as instituições passam a atuar obrigatoriamente sob cooperação federativa integrada, unindo esforços de prevenção, persecução e execução penal.

Para combater o crime organizado, a proposta estabelece regras bem mais severas para chefes de facções e milícias. Entre as diretrizes estão a obrigatoriedade de cumprimento de pena em unidades de segurança máxima e fortes restrições ao direito de progressão de regime.

Novas atribuições, fundos e financiamento

O texto também expande o campo de atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), autoriza a criação de polícias municipais e institui o Sistema de Políticas Penais. Além disso, a proposta traz avanços nas regras de financiamento do setor público.

A nova regra determina o repasse obrigatório de 50% das verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para estados e municípios. Adicionalmente, 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social do pré-sal serão canalizados para esses fundos estratégicos.

Visando manter a estabilidade do texto e acelerar sua promulgação, o relator rejeitou as emendas apresentadas pelos senadores, argumentando que mudanças na fase atual causariam insegurança jurídica e desequilíbrio na distribuição dos recursos públicos.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - repórter da Agência Brasil

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR