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Alimentação paterna e ultraprocessados influenciam características do bebê

Pesquisa da FMRP-USP aponta ligação entre dieta dos pais antes da concepção e medidas corporais dos recém-nascidos.

Redação
Por Redação
Alimentação paterna e ultraprocessados influenciam características do bebê
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A alimentação paterna rica em ultraprocessados antes da concepção pode influenciar as características do bebê ao nascer. Um estudo recente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP identificou uma associação direta entre o consumo desses produtos pelos homens e as medidas corporais dos recém-nascidos, destacando a importância dos cuidados masculinos na fase pré-gestacional.

Segundo a doutora Mariana Rinaldi Carvalho, responsável pela pesquisa, o ideal é que os homens ajustem a dieta pelo menos três meses antes da concepção.

Esse período coincide com a formação e a maturação dos espermatozoides. Alterações nos hábitos alimentares podem refletir na qualidade espermática e em fatores epigenéticos cruciais para o desenvolvimento embrionário inicial.

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Apesar dos achados, os pesquisadores ressaltam que o estudo aponta apenas correlações estatísticas, e não uma relação definitiva de causa e efeito.

Novos exames são necessários para confirmar se o consumo de ultraprocessados altera diretamente o crescimento fetal ou se há outros fatores envolvidos nessa dinâmica.

Entre as principais hipóteses biológicas investigadas estão as modificações epigenéticas, que afetam a regulação dos genes sem alterar a sequência do DNA.

Além disso, o estresse oxidativo provocado por dietas inadequadas pode prejudicar a qualidade e a motilidade dos espermatozoides.

Diferenças entre pai e mãe

O levantamento também analisou o impacto da dieta de ambos os genitores. Entre os homens, os ultraprocessados representaram 30% da energia diária, com destaque para embutidos e bebidas açucaradas.

Curiosamente, enquanto o consumo paterno mostrou associação direta com algumas medidas de crescimento, a ingestão materna apresentou uma relação inversa com esses mesmos parâmetros.

Os cientistas explicam que as vias de influência parental são distintas. Enquanto a mãe atua por mecanismos uterinos, o pai pode impactar o metabolismo e o desenvolvimento fetal por vias epigenéticas e metabólicas.

FONTE/CRÉDITOS: Henrique Junqueira de Freitas

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