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Justiça

Flávio Dino determina que Polícia Federal investigue Daniel Vorcaro

Ação envolve concessões de cemitérios paulistas e impõe restrições sobre investigação do ministro André Mendonça.

Redação
Por Redação
Flávio Dino determina que Polícia Federal investigue Daniel Vorcaro
© Rosinei Coutinho/STF
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O ministro Flávio Dino, integrante do Supremo Tribunal Federal, ordenou nesta quinta-feira (17) que a Polícia Federal e a Comissão de Valores Imobiliários apurem a suposta ligação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com as empresas concessionárias do serviço funerário em São Paulo.

Essa determinação ocorreu após publicações na imprensa apontarem que o ministro André Mendonça, anterior relator do caso Master, reuniu-se com Vorcaro em março de 2025.

Dias antes, Mendonça admitiu o encontro e esclareceu que a conversa girou em torno de um processo no STF sobre créditos de precatórios vinculados à instituição financeira.

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Conforme as reportagens, tais fundos detêm participação societária nas companhias responsáveis pela gestão dos cemitérios paulistanos, processo iniciado em 2023.

Restrições na investigação

Ao ordenar a apuração, o magistrado ressaltou que o procedimento deve focar unicamente na conexão entre o banco e as concessionárias, sendo proibido investigar Mendonça sem aval da Suprema Corte.

Dessa maneira, o documento foi remetido ao presidente do STF, Edson Fachin, para que adote as providências julgadas pertinentes.

Cabe exclusivamente à presidência da corte avaliar eventuais medidas investigativas contra ministros do colegiado.

“Desde logo, esclareço ser vedado qualquer ato investigativo que possa atingir o ministro André Mendonça”, pontuou o magistrado em sua decisão.

Impacto nos serviços funerários

O ministro relata uma ação movida pelo PCdoB que questiona a legalidade das tarifas cobradas pelas empresas administradoras dos cemitérios na capital paulista.

Em novembro de 2024, o magistrado determinou o retorno aos preços praticados antes da transferência da gestão para a iniciativa privada.

Dados do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo indicam que a opção mais econômica custava R$ 428,04 antes da concessão.

Após a transferência para o setor privado, o preço mínimo cobrado dos consumidores saltou para R$ 1.494,14.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil 

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