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Descarte correto de lixo evita alagamentos nas chuvas de São Paulo

Resíduos nas ruas bloqueiam bueiros e aumentam a poluição dos rios durante períodos de precipitação intensa no estado

Redação
Por Redação
Descarte correto de lixo evita alagamentos nas chuvas de São Paulo
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Com o avanço das precipitações em São Paulo, o descarte correto de lixo ganha papel central para prevenir transtornos urbanos. Respeitar os horários da coleta municipal impede que detritos sejam levados pelas enxurradas até bueiros, córregos e rios, protegendo o sistema de escoamento e o meio ambiente.

Nos primeiros dez dias de setembro, o volume de chuva nas áreas que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo superou a média histórica mensal. Embora benéfica para os mananciais, essa alta carga hídrica intensifica o risco de transporte de resíduos acumulados irregularmente nas vias públicas para a rede de drenagem.

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Especialistas orientam que os moradores verifiquem o cronograma de limpeza de sua cidade. Colocar os sacos de detritos para fora apenas próximo à passagem do caminhão reduz drasticamente os riscos de obstrução das galerias pluviais.

Quando embalagens e sacolas ficam expostas antes do prazo, temporais podem arrastá-las facilmente. Esse acúmulo gera entupimentos graves, propiciando alagamentos e enviando toneladas de poluição diretamente para os cursos d’água da região.

Lixômetro no Rio Pinheiros

O impacto dessa prática é visível no Lixômetro, painel localizado no Parque Bruno Covas, na capital paulista. O equipamento exibe estatísticas da coleta fluvial e custos operacionais, registrando a marca de 149,7 mil toneladas de resíduos retirados desde 2023.

Esse cenário reflete a poluição difusa, fenômeno em que a água da chuva varre detritos urbanos de diversos bairros em direção aos rios. Bairros como Jaguaré, Morumbi e Vila Olímpia estão entre os emissores de detritos que chegam ao Rio Pinheiros.

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A Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) lidera a remoção desses materiais, que incluem garrafas PET, marmitas de isopor e até itens grandes como sofás e colchões, ameaçando a fauna local, como capivaras e aves.

FONTE/CRÉDITOS: natacha mazzaro

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