O Banco Central reduziu de 2% para 1,8% a projeção de crescimento da economia brasileira para 2026, conforme divulgado em relatório oficial recente.
A instituição financeira também optou por manter em 5,2% a estimativa oficial para a inflação no encerramento deste ano.
De acordo com o documento publicado, a alta de preços continua pressionada acima da meta estabelecida, mesmo diante da desaceleração percebida nos meses recentes.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo acumulado em 12 meses apresentou recuo, passando de 4,72% em maio para 4,22% no mês de agosto.
Contudo, o relatório aponta que o setor de serviços segue com forte dinamismo, impulsionado por um mercado de trabalho ainda bastante aquecido.
Atividade econômica e mercado de trabalho
O Produto Interno Bruto registrou alta de 0,5% no segundo trimestre, desacelerando após a expansão de 1,1% anotada no período imediatamente anterior.
Diante desses resultados e de indicadores mais fracos, a autoridade monetária revisou para baixo a expansão do PIB esperada para o período.
Apesar da perda de ritmo na atividade, a taxa de desocupação permanece em patamares historicamente baixos, com geração contínua de vagas formais.
Cenário externo e cautela
O ambiente internacional segue cercado de incertezas, influenciado por conflitos geopolíticos e pelos rumos dos juros em grandes potências globais.
Diante desse panorama desafiador e dos riscos inflacionários, o Comitê de Política Monetária reforçou a necessidade de cautela na condução dos juros.
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