No Dia Nacional do Doador de Órgãos, celebrado neste domingo (27), especialistas reforçam o papel crucial da doação de pele no tratamento de pacientes com queimaduras graves. Referência na zona norte de São Paulo, o Hospital Geral de Vila Penteado utiliza esse tecido para proteger áreas lesionadas e acelerar a recuperação clínica.
Até agosto, o estado registrou 700 doadores e milhares de captações, segundo dados oficiais. Em 2025, o território paulista contabilizou 8.875 transplantes, superando o volume do ano anterior em 6,8%.
Além de órgãos vitais, tecidos como córneas e pele ajudam na reabilitação de feridos. No cenário de queimaduras extensas, a pele doada atua como uma cobertura temporária vital.
Dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras apontam cerca de 70 mil internações anuais na rede pública. O panorama exige prevenção redobrada e novos recursos terapêuticos.
Sem essa barreira natural, o organismo sofre com riscos severos de infecções e perda de líquidos. O tecido doado minimiza esses perigos nas etapas iniciais do cuidado médico.
Apesar disso, a falta de clareza ainda gera recusas familiares. O desconhecimento sobre os protocolos impede que mais vidas sejam salvas todos os anos.
Para David Ribeiro, coordenador da unidade paulista, o diálogo aberto é a melhor arma contra mitos. A população precisa compreender a segurança dos procedimentos.
A legislação brasileira exige o consentimento familiar após o falecimento. Conversar sobre o tema em vida garante que a vontade do paciente seja respeitada.
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