A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo conta com uma rede de 73 unidades sentinelas de arboviroses espelhadas pelo território paulista. Presentes em postos de atendimento e hospitais, esses locais atuam como barreiras de vigilância para rastrear a circulação de vírus e antecipar mudanças no panorama epidemiológico.
Nesses locais, enfermos com manifestações clínicas compatíveis são selecionados conforme diretrizes da vigilância para a coleta de material biológico. As amostras seguem para o Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência estadual responsável pela identificação dos patógenos.
Essa abordagem possibilita monitorar mutações no comportamento das enfermidades, detectar o avanço de sorotipos e direcionar ações preventivas. A rede trabalha com uma amostragem semanal de pacientes, o que complementa a investigação de casos suspeitos sem a necessidade de testagem universal.
Ampliação do monitoramento laboratorial
O painel de análise engloba dengue, Zika, chikungunya, febre amarela, febre Oropouche e Mayaro. Recentemente, o vírus do Nilo Ocidental foi incorporado à lista. Essa amplitude permitiu, por exemplo, registrar a circulação do sorotipo 3 da dengue e do vírus Oropouche em 2024.
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