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Política

Especialista alerta sobre impactos do El Niño e cobra ação urgente do governo

Durante audiência na Câmara, pesquisador destacou riscos severos para agricultura e economia enquanto consultora apontou falhas na execução das leis.

Redação
Por Redação
Especialista alerta sobre impactos do El Niño e cobra ação urgente do governo
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
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Especialistas debateram os riscos severos do El Niño durante audiência na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados. O professor Paulo Antunes Horta, da Universidade Federal de Santa Catarina, cobrou medidas urgentes do poder público diante do aquecimento atípico das águas do Oceano Pacífico.

O fenômeno começou em junho e tem sido intensificado pelas mudanças climáticas globais. Em setembro, as temperaturas na região equatorial registraram marcas históricas. Segundo Horta, a anomalia coloca o evento entre os mais fortes já documentados.

O pico do aquecimento é esperado para novembro. O pesquisador relembrou que episódios extremos no passado causaram graves crises humanitárias e alertou para prejuízos catastróficas na agricultura, na pecuária e na pesca.

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Impactos globais e locais

A Organização Mundial de Meteorologia projeta que o evento climático permaneça ativo até fevereiro. No Brasil, o cenário indica seca severa na região centro-norte e chuvas intensas no centro-sul.

Projeções do Climate Impact Lab estimam centenas de milhares de mortes por ondas de calor no mundo nos próximos meses. O território brasileiro aparece entre os mais vulneráveis do hemisfério sul.

O papel do Parlamento

Diante desse panorama, o professor defendeu que o Parlamento assuma um papel protagonista. É necessário mapear vulnerabilidades municipais e garantir segurança alimentar, hídrica e energética.

Por sua vez, a consultora legislativa Kenya Simões argumentou que o país já possui arcabouço jurídico robusto. O principal gargalo, segundo ela, é a falta de execução prática das normas existentes.

Entre as legislações citadas estão a Política Nacional sobre Mudança do Clima e as regras de repasse de recursos federais para gestão de desastres (Lei 12.340/10).

Simões também destacou a importância da Política Nacional Proteção e Defesa Civil e das diretrizes estabelecidas pela Lei 14.904/24 para planos de adaptação climática.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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