A partir desta segunda-feira (12 de outubro), o teste do pezinho na rede estadual passa a incluir o rastreamento da atrofia muscular espinhal para cerca de 475 mil bebês nascidos anualmente nos 645 municípios paulistas. Anunciada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a iniciativa busca garantir o diagnóstico precoce dessa condição degenerativa, permitindo iniciar o tratamento antecipadamente e minimizar os danos causados pela progressão rápida da patologia.
Com essa atualização, o programa estadual passa a abranger oito condições detectadas logo nos primeiros dias de vida, utilizando a mesma amostra de sangue retirada do calcanhar do recém-nascido. Caso haja suspeita, o paciente é encaminhado para um Centro Especializado para realizar exames confirmatórios. O governo estadual destinou R$ 20,8 milhões anuais para viabilizar o procedimento.
Especialistas reforçam que a detecção antes dos sintomas é fundamental. Segundo Carmela Grindler, coordenadora da pasta, a medida representa um marco na triagem neonatal. O Instituto Jô Clemente inicia os procedimentos, que serão expandidos gradualmente para outras unidades de referência no interior.
Panorama da doença no estado
O Cadastro Nacional da AME aponta que São Paulo concentra 582 pacientes mapeados, o maior índice do país. A condição apresenta diferentes graus de severidade, sendo o tipo 1 o mais agressivo. Para lideranças de entidades de apoio, a inclusão no sistema público representa uma conquista histórica aguardada pelas famílias.
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