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Fortalecimento dos glúteos é vital para garantir a mobilidade na velhice

Especialista da USP explica que a musculatura do quadril vai além da estética e é fundamental para tarefas diárias e envelhecimento ativo.

Redação
Por Redação
Fortalecimento dos glúteos é vital para garantir a mobilidade na velhice
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O fortalecimento dos glúteos desempenha um papel crucial no desenvolvimento da autonomia e da capacidade funcional ao longo da vida, garantindo a realização de tarefas simples como levantar, caminhar e subir escadas. Segundo pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), manter uma rotina de exercícios físicos voltada para a região do quadril previne o declínio motor em idosos.

Composta pelos músculos máximo, médio e mínimo, essa região atua diretamente na estabilização da pelve e na produção de força. O professor Paulo Santiago, da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da USP, destaca que esses músculos trabalham em conjunto com a musculatura das pernas e do tronco para movimentar o corpo.

“Os glúteos ajudam a produzir força e a estabilizar a pelve, principalmente quando apoiamos o corpo sobre um dos membros. Isso os torna importantes para a mobilidade e a autonomia, mas nenhuma dessas tarefas é realizada por eles sozinhos”, explica o docente.

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Ações rotineiras demandam a mobilização de variados grupos musculares, como quadríceps, panturrilhas e tronco. LEIA TAMBÉM: Veja como a perda de força muscular é sinal de alerta para declínio da mobilidade na velhice. Portanto, a saúde funcional depende de um condicionamento físico amplo e equilibrado.

Diferença entre volume muscular e força funcional

Embora muitas pessoas associem os treinos de membros inferiores unicamente a fins estéticos, o volume muscular nem sempre corresponde a uma maior capacidade de gerar força. O especialista reforça que o tamanho do músculo é apenas um dos fatores envolvidos no desempenho motor.

“Um músculo que geralmente é maior pode produzir mais força, mas essa relação não é automática e nem sempre proporcional. A força depende também da capacidade do sistema nervoso de recrutar fibras musculares, da coordenação entre as fibras, da forma de ativação, da técnica e da posição articular”, afirma Santiago.

Dessa forma, a eficiência da musculatura durante o dia a dia é mais relevante do que a estética. Para que o corpo continue funcionando de maneira adequada, é indispensável manter estímulos constantes que fortaleçam os tecidos e melhorem o recrutamento de fibras ao longo dos anos.

Esses estímulos não precisam vir exclusivamente de exercícios isolados na musculação. Atividades simples, como a caminhada, ativam os membros inferiores e trazem ganhos metabólicos e cardiovasculares. O impacto positivo aumenta em caminhadas com aclive ou ritmos acelerados, sendo uma excelente opção para idosos.

“Caminhar é excelente, traz benefícios cardiovasculares, metabólicos e funcionais e realmente utiliza os músculos do glúteo. Na verdade, utilizamos diversos músculos para caminhar. A exigência aumenta ainda quando a gente caminha em aclive, em subida, descida ou quando aumentamos a velocidade”, orienta o professor.

Por outro lado, o sedentarismo e a falta de movimentação após a aposentadoria tendem a acelerar a perda de massa magra. Ficar muito tempo sentado prejudica a mobilidade e reduz gradativamente a capacidade de locomoção, gerando dependência física precocemente.

Apesar da diminuição natural de força com a idade, o sistema muscular mantém a capacidade de se adaptar. Segundo o especialista da USP, pessoas em idades avançadas ainda conseguem obter resultados expressivos e recuperar a funcionalidade com treinamentos adequados.

“Não existe uma idade a partir da qual o músculo simplesmente deixa de responder ao treinamento. Inclusive pessoas de idade média próxima aos 90 anos conseguem apresentar ganhos de força após o treinamento”, salienta Santiago.

Para quem possui limitações físicas severas, pequenos movimentos orientados por profissionais já trazem avanços. O fundamental é evitar a inércia, pois reverter a perda muscular torna-se mais complexo à medida que o tempo passa.

FONTE/CRÉDITOS: Henrique Junqueira de Freitas

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