Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 21 de Outubro 2026

Eleições 2026

AO VIVO
Apurado: 0%
Aguardando início da apuração oficial...
Geral

Moléculas de câncer mostram potencial inédito contra a malária em testes da USP

Estudo aponta que compostos conseguem eliminar o parasita e bloquear a transmissão da doença, abrindo caminho para novos remédios.

Redação
Por Redação
Moléculas de câncer mostram potencial inédito contra a malária em testes da USP
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Moléculas de câncer testadas na Universidade de São Paulo revelaram alta eficácia contra o Plasmodium falciparum, parasita responsável pela malária. O avanço científico divulgado recentemente busca alternativas terapêuticas diante da crescente resistência dos microrganismos aos tratamentos tradicionais disponíveis no mercado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a doença provocou cerca de 600 mil mortes em 2024. Desse total, aproximadamente 90% dos óbitos foram gerados por essa mesma espécie do parasita. O reaproveitamento de fármacos oncológicos surge como estratégia rápida e barata para conter o problema.

A pesquisa avaliou 14 compostos derivados de medicamentos antineoplásicos em laboratório. Os testes comprovaram que as substâncias conseguem destruir os microrganismos em duas fases críticas do seu ciclo de vida dentro do organismo humano.

Leia Também:

Na etapa assexuada, o remédio impede a reprodução nas células sanguíneas e reduz a febre característica. Já na fase de gametócito, a medicação consegue bloquear a transmissão ao impedir que o vetor se infecte ao picar o paciente.

Desafios e próximos passos

Apesar do otimismo, os pesquisadores alertam para possíveis efeitos colaterais como fadiga, náuseas e alterações hematológicas. Como os exames ocorreram apenas in vitro, análises in vivo são necessárias para confirmar a segurança e a estabilidade dos compostos.

A equipe planeja aprimorar a estrutura química para criar remédios mais potentes e específicos. O grupo também pretende testar os compostos contra o Plasmodium vivax, espécie predominante no Brasil que pode provocar recaídas.

O artigo completo pode ser consultado na publicação científica por meio do link pubs.acs.org/doi/10.1021/acsomega.5c12744.

FONTE/CRÉDITOS: Henrique Junqueira de Freitas

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR