A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar a distribuição e a utilização de broches equipados com microcâmeras em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. A corporação suspeita que os aparatos seriam empregados para registrar ilegalmente o voto dos eleitores na urna eletrônica.
De acordo com os investigadores, os acessórios imitam adereços de campanha na parte da frente. Na traseira, contam com um adesivo estratégico que oculta uma lente acoplada a uma bateria.
O material foi localizado com um indivíduo, que preferiu permanecer em silêncio durante a abordagem. Os equipamentos e o telefone celular dele foram confiscados para passar por exames periciais.
A legislação brasileira proíbe a entrada na cabine de votação com aparelhos celulares, câmeras, filmadoras ou qualquer tecnologia capaz de registrar o voto. A regra está prevista na Lei das Eleições e nas normas do TSE.
Balanço nacional
Dados recentes divulgados pela corporação mostram que foram abertos seis inquéritos e dezoito termos circunstanciados para investigar delitos relacionados ao pleito em diversos estados.
As ações da força-tarefa já resultaram em dezenas de conduções à delegacia e na apreensão de bens e valores em espécie destinados à corrupção eleitoral e propaganda irregular.
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