Aguarde, carregando...

Terça-feira, 20 de Outubro 2026

Eleições 2026

AO VIVO
Apurado: 0%
Aguardando início da apuração oficial...
Política

Queda na abstenção de eleitores idosos marca o primeiro turno de 2026

Percentual de cidadãos com mais de 70 anos que deixaram de comparecer às urnas recuou de 58,8% para 49,1% no país.

Redação
Por Redação
Queda na abstenção de eleitores idosos marca o primeiro turno de 2026
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A abstenção de eleitores com mais de 70 anos registrou uma queda de quase 10 pontos percentuais durante o primeiro turno das eleições de 2026. Os dados foram divulgados por meio de um levantamento do Movimento Voto 70+, uma iniciativa apartidária focada em incentivar a participação cívica dessa parcela da população.

De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compiladas pelo grupo, a taxa de idosos que optaram por não comparecer às urnas recuou de 58,8% em 2022 para 49,1% no pleito mais recente.

No cenário geral, o índice de ausência atingiu 21,08% em 2026. Isso representa um total de 33 milhões de brasileiros aptos que deixaram de exercer o direito ao voto.

Leia Também:

Regras e participação

Vale lembrar que o voto é facultativo para os idosos acima de 70 anos. A mesma regra se aplica aos analfabetos e aos jovens entre 16 e 18 anos incompletos.

Além disso, cidadãos com mais de 80 anos contam com prioridade garantida nas filas das seções eleitorais durante o dia da votação.

Dados detalhados da Justiça Eleitoral demonstram o comparecimento segmentado por idade:

  • 70 a 74 anos: 68,77%;
  • 75 a 79 anos: 52,23%;
  • 80 a 84 anos: 37,12%;
  • 85 a 89 anos: 24,30%;
  • 90 a 94 anos: 13,46%;
  • 95 a 99 anos: 4,34%.

Crescimento do eleitorado

Essa retração na ausência aconteceu em meio a uma expansão da base demográfica. O grupo de pessoas com mais de 70 anos passou de 14,9 milhões em 2022 para 17,2 milhões em 2026.

Para Cléa Klouri, idealizadora do Movimento Voto 70+, a maior presença nas urnas sinaliza que o envelhecimento populacional não afasta o cidadão dos debates políticos.

“Estamos falando de uma geração que ajudou a construir o país e que continua tendo muito a contribuir para as decisões sobre o próprio futuro”, pontua Cléa.

Desafios e perfis

Uma pesquisa conduzida pelo movimento identificou três perfis principais entre os eleitores idosos que demonstravam incerteza sobre a participação:

  • Pessoas com baixa autoestima política;
  • Eleitores que descreem do impacto do pleito em suas rotinas;
  • Cidadãos que enfrentam barreiras físicas ou dependem de terceiros.

“Entender essas diferenças é importante para compreender por que um eleitorado que cresce tão rapidamente continua apresentando níveis tão elevados de abstenção”, destaca a pesquisadora Adriana de Queiroz.

Incentivos para o segundo turno

Para a próxima etapa do pleito, o comparecimento dos idosos continuará contando com um facilitador importante. O voto pode ser aproveitado pelo INSS para realizar a prova de vida automática.

Ademais, a campanha “Vovó Vota” atuará para aproximar netas e avós, combatendo o etarismo e barreiras logísticas que afetam sobretudo as mulheres acima de 70 anos.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR