O estado de São Paulo atingiu um marco demográfico significativo em 2025: o índice de envelhecimento superou a marca de 100, indicando que agora existe pelo menos um idoso para cada criança ou adolescente com menos de 15 anos. Segundo o Painel População da Fundação Seade, essa relação, que era de apenas 11,6 em 1950, sinaliza uma transformação estrutural acelerada na composição etária paulista.
Bernadette Waldvogel, gerente de Demografia da Fundação Seade, destaca que a mudança na pirâmide populacional é evidente. A relação que antes era de 12 idosos para cada 100 jovens, hoje se equilibra em uma proporção de praticamente um para um, confirmando a transição do estado para um perfil populacional mais maduro.
Atualmente, o grupo com 60 anos ou mais totaliza 8,4 milhões de pessoas, representando 18,4% da população total. Dentro desse recorte, as mulheres permanecem como maioria, compreendendo 10,5% do total de habitantes, enquanto os homens representam 7,9%. O fenômeno também é impulsionado pela entrada da geração X na terceira idade, com 549 mil pessoas completando 60 anos.
Desigualdades regionais e o futuro
O avanço do índice de envelhecimento não ocorre de forma uniforme. Enquanto municípios ao sul mantêm proporções menores de idosos, áreas ao norte e noroeste do estado apresentam taxas superiores a 120. O município de Turmalina lidera o ranking estadual com um índice de 322,0.
Esse cenário é resultado direto da queda nas taxas de fecundidade combinada ao aumento da expectativa de vida. O processo, que em 2000 era restrito a poucas cidades como Águas de São Pedro, hoje se expandiu por quase todo o território paulista, consolidando uma tendência de longo prazo na demografia regional.
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