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Saúde

Anvisa proíbe lotes de remédio para esclerose múltipla

Medida atinge itens distribuídos por empresa sem autorização e determina o recolhimento de produtos irregulares no país.

Redação
Por Redação
Anvisa proíbe lotes de remédio para esclerose múltipla
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Anvisa determinou a apreensão de dois lotes do medicamento Ocrevus, indicado para o tratamento de pacientes com esclerose múltipla. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (25).

Os lotes afetados são o H7953B14 e o H7953B06 do produto Ocrevus (ocrelizumabe) em apresentação de 300 mg/10 ml.

O registro do fármaco foi aprovado pela agência reguladora em 2022. Ele é recomendado para combater as formas recorrentes da enfermidade e também a esclerose múltipla progressiva primária.

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Distribuição irregular

De acordo com o órgão regulador, os itens foram distribuídos pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda.

Contudo, a empresa envolvida não possui autorização válida para atuar no mercado farmacêutico nacional. A Autorização de Funcionamento (AFE) da distribuidora está inativa desde outubro de 2025.

A agência esclareceu que os itens foram fabricados corretamente pela detentora do registro, mas eram destinados a outros países.

Como entraram no território nacional de maneira irregular, não é possível assegurar a manutenção das condições sanitárias adequadas durante a cadeia de distribuição.

Proibições e sanções

A determinação federal proíbe o armazenamento, a venda, a distribuição, a exportação, a importação, a propaganda e o transporte dos lotes citados.

A entidade destacou que a restrição se aplica exclusivamente aos dois lotes com origem irregular identificados na fiscalização.

A distribuidora citada já havia sido autuada anteriormente pela distribuição de itens falsificados, situação que foi repassada às autoridades policiais.

Falta de segurança em manipulados

A mesma resolução exigiu o recolhimento de todos os medicamentos manipulados estéreis fabricados pela ICT Farmacêutica Ltda.

A ação ocorreu devido a falhas graves nas instalações e nos processos assépticos, o que compromete a segurança e a eficácia das preparações.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

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