Celebrado em 16 de outubro, o turismo gastronômico ganha força com o Dia Mundial do Pão, exaltando a relevância das tradicionais padocas na rotina dos paulistanos e na economia local de São Paulo.
Instituída pela União Internacional de Padeiros e Confeiteiros, a data coincide com o Dia Mundial da Alimentação. Na capital paulista, o setor impressiona pelos números do Sampapão.
Levantamentos apontam que a cidade consumiu cerca de 20 milhões de pães franceses diariamente em 2025, impulsionando uma cadeia que movimenta bilhões e gera empregos.
Segundo dados da Euromonitor International, o Brasil abriga mais de 70 mil padarias independentes. O mercado nacional movimenta cifras bilionárias e responde por 1,5% do Produto Interno Bruto.
A secretária de Turismo e Viagens do Estado, Ana Biselli, destaca que a culinária é uma porta de entrada para vivenciar as tradições locais e atrair visitantes.
Com mais de 17 mil estabelecimentos no estado, a variedade abrange desde casas centenárias até locais que operam 24 horas, além de focar em fermentação natural.
Rui Gonçalves, presidente do Sampapão, reforça que o espaço funciona como um ponto de encontro democrático entre trabalhadores, estudantes, famílias e turistas.
Cinco padarias para conhecer em São Paulo
A capital oferece roteiros imperdíveis para quem deseja explorar diferentes épocas e receitas da panificação urbana.
A Santa Tereza, aberta em 1872 na Praça João Mendes, é considerada a mais antiga da cidade, famosa pela tradicional coxa-creme.
Já a Bella Paulista atende o público ininterruptamente, recebendo prêmios e oferecendo desde cafés matinais até refeições na madrugada.
Para quem busca fermentação natural, a Mediterrain, no Campo Belo, aposta em farinha francesa, bagels e focaccias artesanais.
Na Vila Formosa, a Casa Nápoles combina o formato de padaria clássica com bufês completos e pizzas noturnas.
Por fim, a Cepam, na Vila Prudente, destaca-se pela estrutura gigante, oferecendo milhares de itens em seu vasto salão.
Uma história que atravessa séculos
No país, o alimento remonta ao período colonial, citado inclusive nos registros históricos de Pero Vaz de Caminha durante a chegada dos portugueses.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se