Um recente levantamento divulgado pelo Unicef revela que muitos responsáveis ainda interpretam o ato da palmada como uma ferramenta legítima de disciplina, e não como uma forma de violência contra os menores.
A pesquisa buscou entender os motivos que levam cuidadores a agredir crianças, com foco na primeira infância. O estudo identificou que o tapa ou a chinelada são vistos por algumas famílias como ações educativas, diferindo do conceito de espancamento.
Legislação pouco conhecida
Apesar de o país contar com o Estatuto da Criança e do Adolescente e a lei conhecida como Lei da Palmada há mais de uma década, especialistas apontam que essas normativas ainda são distorcidas por normas sociais tradicionais.
O relatório ouviu centenas de pessoas em áreas vulneráveis do Rio de Janeiro, Recife e Manaus. Os dados mostram que a falta de repertório emocional para lidar com birras empurra os adultos para atitudes agressivas seguidas de arrependimento.
Apoio e prevenção
Especialistas reforçam a necessidade de capacitar a rede de proteção e orientar os pais a lidarem com os conflitos infantis por meio da regulação emocional e do diálogo, evitando práticas baseadas no medo.
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