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Direitos Humanos

Ação em São Paulo impulsiona a empregabilidade de refugiados e migrantes

Evento na capital paulista reuniu dezenas de pessoas para oferecer vagas de emprego, oficinas de currículo e apoio ao empreendedorismo.

Redação
Por Redação
Ação em São Paulo impulsiona a empregabilidade de refugiados e migrantes
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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A iniciativa Conexões que Transformam reuniu dezenas de pessoas no centro de São Paulo para promover a empregabilidade de estrangeiros. O evento ofereceu oficinas, revisão de currículos e novas vagas no mercado.

O casal venezuelano Victor Arce, de 65 anos, e Morelba Margarida Aquilar, de 64, participou da atividade. Eles vieram para o Brasil há um ano em busca de tratamento médico e novas oportunidades de sustento.

Na Venezuela, Victor atuava como marceneiro. Atualmente, enquanto aguarda uma colocação formal, o casal comercializa artesanatos e busca orientações para abrir a própria microempresa.

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“Esse país é muito bom e encantador”, afirmou Victor. Ele destacou a rapidez no atendimento de saúde da esposa e o suporte oferecido aos imigrantes na capital paulista.

Detalhes da iniciativa

A ação ocorreu na Aliança Brasil Cidadã. O projeto foi idealizado pelo Grupo Mulheres do Brasil, Konecta Brasil e Konecta Foundation durante todo o último sábado.

Cerca de 137 migrantes e refugiados de 23 nacionalidades se inscreveram. A programação incluiu suporte com documentação, palestras e intermediação de vagas de trabalho.

Dados do Grupo Mulheres do Brasil apontam que 70% dos participantes estavam desempregados. Boa parte deles demonstra forte interesse em empreender por necessidade.

Flavio Simonato, diretor da Konecta Brasil, reforçou a importância de preparar os currículos locais. O executivo também destacou a entrega de cestas básicas e brinquedos.

Desafios dos estrangeiros

A cofundadora Eliane Franco Figueiredo lembrou que muitos profissionais enfrentam barreiras burocráticas. A validação demorada de diplomas impede que médicos exerçam suas funções.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), mais de um milhão de pessoas sob proteção internacional vivem hoje no país.

Vivian Holzhacker, representante da Acnur, explicou que o idioma e a urgência financeira representam grandes obstáculos iniciais para essa população recém-chegada.

Onde buscar apoio

Quem perdeu o evento presencial ainda pode obter auxílio. A Acnur recomenda o uso da plataforma digital Help para localizar suporte e orientações sobre renda.

A Aliança Brasil Cidadã também mantém cursos gratuitos o ano todo. Informações adicionais continuam disponíveis nos canais oficiais das organizações realizadoras.

FONTE/CRÉDITOS: Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

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