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Justiça

Gilmar Mendes critica Luiz Fux no STF por pressa em julgamento da PF

Decano questiona prazo de apenas 22 minutos dado por Fux antes de sessão na Segunda Turma que avalizou afastamento de delegado.

Redação
Por Redação
Gilmar Mendes critica Luiz Fux no STF por pressa em julgamento da PF
© Rosinei Coutinho/STF
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O ministro Gilmar Mendes, decano do STF, enviou um ofício nesta quinta-feira (17) para questionar a postura do ministro Luiz Fux na condução da Segunda Turma. O foco da reclamação foi a rapidez na marcação de uma sessão que avalizou o afastamento de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.

De acordo com o documento, o gabinete de Mendes recebeu o aviso sobre a reunião extraordinária às 9h38, sendo que a sessão teve início às 10h. Para o decano, o intervalo de apenas 22 minutos inviabilizou qualquer análise aprofundada dos autos do processo.

“Não é razoável esperar que, nesse intervalo, um julgador examine os autos, compreenda a extensão da medida e forme convicção segura sobre a sua legitimidade”, pontuou o magistrado no texto enviado ao colega de corte.

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Bastidores do julgamento

O afastamento de Andrei Rodrigues ocorreu em 8 de setembro por ordem do ministro André Mendonça, no contexto da Operação Compliance Zero. A investigação apura fraudes bilionárias e corrupção atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao antigo Banco Master.

Apesar de o delegado ter retornado ao cargo no dia seguinte por determinação de Flávio Dino, o caso foi submetido com urgência ao colegiado da Segunda Turma no mesmo dia da decisão monocrática de Mendonça.

Mesmo com o pedido de vista feito por Mendes logo na abertura da sessão, os ministros Luiz Fux e Kássio Nunes Marques votaram rapidamente para manter a suspensão do chefe da corporação.

Críticas à presidência do colegiado

Na avaliação do decano, a dinâmica adotada sugere um alinhamento prévio entre a presidência do colegiado e o relator, sem o devido aviso aos demais integrantes. O documento aponta que a atitude fere a lógica regimental e constitucional.

O ofício não possui efeitos práticos diretos sobre o processo, mas serve como um registro formal de insatisfação. Mendes cobrou tratamento igualitário para todos os membros da turma, reforçando a necessidade de isenção na condução dos trabalhos.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil

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