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Justiça

Justiça Federal manda Discord reforçar proteção de menores

Decisão atende pedido da AGU após falhas em verificação de idade e riscos graves a usuários na plataforma.

Redação
Por Redação
Justiça Federal manda Discord reforçar proteção de menores
© Valter Campanato/Agência Brasil
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A Justiça Federal determinou que o Discord implemente, de forma imediata, barreiras rígidas para a proteção de menores no ambiente digital. A medida, válida em todo o território nacional, estabelece uma multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento das ordens judiciais.

A ordem foi emitida pelo juiz Anderson Silva, da 14ª Vara Federal Cível de Brasília. O magistrado atendeu a uma ação civil pública movida pela Advocacia-Geral da União (AGU) contra a empresa de tecnologia.

No processo, a AGU apontou falhas graves nos sistemas de verificação etária. Segundo o órgão, a falta de controle expõe crianças a ameaças severas, incluindo casos sob investigação policial envolvendo aliciamento e automutilação.

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Em sua defesa, a empresa argumentou que atua como ferramenta de comunicação e não como rede social tradicional, além de negar responsabilidade direta sobre eventos externos. No entanto, a Justiça apontou que funcionalidades da ferramenta foram usadas em etapas cruciais de interações ilícitas.

O magistrado destacou a existência de um risco concreto que justifica o cumprimento de deveres preventivos. A decisão visa coibir a exposição de usuários vulneráveis a conteúdos nocivos e assegurar maior rigor na moderação.

Principais exigências impostas

Abaixo estão algumas das principais determinações que a plataforma deve cumprir:

  • Impedir a recriação de servidores e comunidades banidas por meio de novas contas.
  • Preservar registros de moderação e dados de investigações por pelo menos seis meses.
  • Criar protocolos específicos para casos de sextorsão envolvendo menores.
  • Garantir capacidade operacional e suporte em língua portuguesa no Brasil.
  • Comprovar a eficácia de ferramentas voltadas para a supervisão parental.
FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil

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