Um levantamento divulgado recentemente revelou que a insegurança alimentar em domicílios com pessoas acima de 60 anos registrou queda no Brasil entre 2023 e 2024. A análise utilizou informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), realizada pelo IBGE.
O volume de moradias afetadas diminuiu em 300 mil, saindo de 5,9 milhões em 2023 para 5,6 milhões no ano seguinte. O cenário mais crítico, classificado como insuficiência alimentar grave, apresentou a maior retração, despencando de 894 mil para 744 mil residências no período avaliado.
Impacto das políticas públicas
Marcelo Tokarski, CEO da consultoria Nexus, responsável pelo estudo, avalia que o resultado é positivo, mas reforça a necessidade de atenção contínua. Segundo o especialista, o desafio estrutural permanece e exige foco estratégico das políticas públicas.
A categoria moderada também apresentou redução, recuando de 1,2 milhão para 1,1 milhão. Enquanto isso, o patamar leve permaneceu estável em cerca de 3,7 milhões de lares. Atualmente, 21,8% das residências com idosos no país ainda enfrentam algum nível de vulnerabilidade na alimentação.
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